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13 estatísticas de comunicação em pequenos negócios

this+that team
13 estatísticas de comunicação em pequenos negócios

O que a pesquisa diz sobre as mensagens que os pequenos negócios perdem, e sobre as horas que eles não têm

Um pequeno negócio não tem um problema de comunicação do jeito que um grande tem. Não há fila para encaminhar, time para coordenar, sistema de registro para manter alinhado. Há uma pessoa, ou três, segurando cada conversa na cabeça e no celular, respondendo quando dá. As estatísticas abaixo descrevem o custo disso, e explicam por que ferramentas desenhadas para um departamento de suporte raramente ajudam uma loja.

Principais conclusões

O que se perde

1. 62% das ligações são perdidas na primeira tentativa

62% das ligações que chegam a pequenos negócios ficam sem atendimento na primeira tentativa, pela medição de 2024 da BrightLocal, deixando cerca de 38% atendidas ao vivo. Parte das perdidas é retornada depois. O resto é alguém que queria comprar algo e seguiu em frente.

2. 46% já perderam mensagens por problemas de comunicação

46% das pessoas relatam ter perdido mensagens por causa de problemas de comunicação no negócio, e 53% dizem ter perdido tempo pessoalmente por causa deles.

Como isso se parece num pequeno negócio raramente é dramático. Um cliente responde um orçamento no WhatsApp enquanto a corrente que o gerou está no e-mail, então quem o escreveu nunca vê a resposta. Ou um fornecedor confirma uma data nova de entrega a quem por acaso atendeu o telefone, e isso não chega a mais ninguém antes de a equipe já ter sido escalada para a data original. O custo não é a mensagem em si. É a segunda conversa necessária para descobrir o que foi combinado, em geral com um cliente que supôs que você já sabia.

3. Um pequeno negócio de serviços recebe cerca de 27 ligações por semana

Dados internos de 412 pequenos negócios põem a média em 27 ligações recebidas por semana num negócio de serviços de duas a dez pessoas. Pequeno o bastante para ninguém montar uma central. Grande o bastante para que, na taxa de perda acima, cerca de 17 delas por semana toquem sem ninguém atender.

O tempo que sobra

4. 81% de quem toca o negócio trabalha à noite

81% de quem tem pequeno negócio trabalha à noite e 89% trabalha nos fins de semana. A mensagem fora do horário não é caso de exceção nesses negócios. É quando boa parte do trabalho acontece.

5. 19% trabalham mais de 60 horas por semana

Quase uma em cada cinco pessoas donas de negócio cumpre mais de 60 horas por semana. Qualquer proposta que comece com “quem toca o negócio deveria reservar tempo para” compete contra isso.

6. 56% têm uma hora ou menos por dia para marketing

56% dos pequenos negócios relatam ter uma hora ou menos por dia para marketing. O número é sobre marketing especificamente, e é um bom substituto para quanto tempo discricionário existe para qualquer coisa que não seja atender um cliente hoje.

7. Contratar quem é profissional não remove a burocracia

A maioria de quem tem pequeno negócio gasta mais de 20 horas por ano lidando com impostos federais, e a grande maioria já paga alguém de fora para cuidar deles. Delegar a declaração não delega a coleta, a conferência e as respostas em volta. E essa é uma categoria administrativa entre muitas.

Onde as conversas de fato acontecem

8. 80% de quem toca negócio na Índia e no Brasil usa WhatsApp

80% de quem tem pequeno negócio na Índia e no Brasil usa o WhatsApp para falar com clientes e crescer. Nesses mercados o registro do cliente é uma corrente de conversa, seja lá o que mais o negócio também guarde.

9. No Brasil, o WhatsApp é o canal principal de 96% dos negócios

96% dos negócios brasileiros tratam o WhatsApp como principal ferramenta de comunicação, e o aplicativo alcança mais de 90% de quem usa internet no país.

10. 175 milhões de pessoas escrevem para um negócio no WhatsApp todo dia

175 milhões de pessoas escrevem para uma conta do WhatsApp Business por dia, número da Meta publicado em 2020 e não atualizado desde, então leia como piso. A maioria desses negócios é pequena.

11. 78% dos clientes compram de quem responde primeiro

78% dos clientes compram do primeiro negócio que responde. Para um pequeno negócio competindo com maiores, essa é a rara métrica em que ser pequeno não é automaticamente desvantagem, contanto que alguém veja a mensagem.

Por que as ferramentas de sempre não servem

12. Os canais são canais de consumo

As conversas chegam no WhatsApp, no Instagram, num celular pessoal e num e-mail compartilhado. São produtos de consumo sem fila, sem atribuição, sem registro de quem prometeu o quê, e sem jeito de passar uma corrente a outra pessoa quando quem a segura sai de férias.

13. Não há a quem delegar a configuração

Toda ferramenta séria dessa categoria supõe alguém administrando: alguém para configurar, manter e treinar as pessoas. Num negócio em que quem é dono também é quem vende e quem atende, essa pessoa não existe, e é por isso que a maioria dos pequenos negócios acaba com um telefone, uma planilha e uma boa memória.

O padrão por baixo

Três dos números acima ficam juntos de um jeito incômodo. A maioria das ligações é perdida na primeira tentativa. Quatro em cinco pessoas donas de negócio trabalham à noite. E a maioria dos clientes compra de quem responde primeiro.

Essa combinação diz que a limitação não é esforço nem intenção. É cobertura. As mensagens chegam continuamente, em canais que ninguém está olhando às 21h, e o negócio perde trabalho que nem sabia que tinha chance de pegar. Contratar resolve e pequenos negócios não conseguem contratar para isso, que é o formato real do problema.

O que muda isso é algo que lê a mensagem quando ela chega, e não quando alguém olha em seguida. Não para responder pelo negócio, o que não é desejado nem sábio, mas para garantir que a mensagem seja vista, separada, transformada numa tarefa com dono, e respondível com um rascunho que já sabe o que o negócio diria. Quem é dono ainda responde. Só não descobre na segunda.

É isso que o this+that faz com os canais em que essas conversas de fato chegam, incluindo WhatsApp Business ao lado de e-mail e conversa de time, e é por isso que os contatos se montam sozinhos a partir dessas correntes, em vez de esperar alguém digitar.

Como levantamos isto

Os números de adoção do WhatsApp vêm da Meta e de pesquisa de setor nesses mercados. As estatísticas de atendimento telefônico vêm de um serviço de atendimento e descrevem a própria base de clientes dele, então leia como indicativo de pequenos negócios de serviço, e não de todos os pequenos negócios.

Os números de horas de quem é dono e de tempo de marketing vêm de agregadores de pesquisa sobre pequenos negócios. Ligamos a melhor fonte disponível de cada, anotamos onde um número descreve uma amostra específica e não uma população, e relatamos intervalos como intervalos.